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quinta-feira, 26 de março de 2009

Uma Nação de iconoclastas


Houve essa semana em Hortolandia - Sp um incendio criminoso numa biblioteca de uma escola, o motivo seria a proibição de uso de boné e bermuda para os alunos(...) Bem não é de hoje que livros são queimados, quando Jorge Amado lançou Capitães da areia o governo do estado novo mandou queimar os exemplares em praça pública, por coincidencia estou lendo esse livro que peguei emprestado do meu sobrinho que estuda nessa escola onde aconteceu o incendio, e onde o livro foi doado através de um programa do governo.
Programa esse muito bom por sinal, o livro vem numa espécie de marmitas e são de ótima qualidade vários exemplares divididos por séries.
Monteiro lobato em sua célebre frase "Uma nação é formada por homens e livros" não contava que pudesse haver homens dispostos a destruir os livros.
O Brasil é uma nação de iconoclastas que depreda os patrimônios públicos e o que há de mais sagrado Uma bilioteca, destroem como se fosse a coisa mais banal do mundo.
A imbecilidade nesse país chega a tanto que há poetastros que criticam até o livro enquanto objeto(sic) verdade! já ouvi essa tolice de que o livro é ultrapassado.
Ora mal sabe o imbecil que o livro é atemporal não precisa nem de bateria, é a maior invenção do homem, e que a imagem como a internet ou vídeo prescinde o pensamento, enquanto o livro nos leva a imaginar, a raciocinar, a sermos pessoas melhores.
Há os tipos que "queimam" o filme dos livros com poemas ridiculos e ficam enchendo o saco em praças ou bares insistindo para comprarmos aqueles poemas se julgando geniais.
Concordo com a escritora Lígia Fagundes Telles, o escritor tem de merecer ser lido, e também com João Cabral que dizia que há aqueles que se julgam genios para não ter que trabalhar.
Bem num país cheio de iconoclastas que destroem livros queimam bibliotecas e cultuam a ignorância, isso é normal.
O livro muda o mundo, muda as pessoas, aos poucos esses episódios se tornarão mais uma barbárie a ser esquecida se Deus quiser.